Produtoras rurais de Paragominas (PA) recebem instruções sobre abelhas sem ferrão"

04/02/2025 20h03 - Atualizado há 1 mês

 

No dia 5 e 6 de fevereiro, mulheres da comunidade Alto Corací, localizada em Paragominas, Nordeste do Pará, participarão de um treinamento em meliponicultura, que se refere à criação de abelhas nativas sem ferrão.

O curso intitulado “Meliponicultura para Mulheres” é organizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em colaboração com a Associação Abelha e conta com o suporte técnico da Embrapa. As abelhas nativas sem ferrão desempenham um papel crucial na preservação da floresta, na diversidade biológica e na produção alimentar, pois polinizam uma variedade de cultivos agrícolas.

O Brasil abriga mais de 250 espécies de abelhas nativas reconhecidas pela ciência, de um total de 600 espécies identificadas no mundo.

A prática da criação dessas abelhas (meliponicultura) combina geração de renda com aumento de produtividade e conservação da floresta.

“O propósito deste treinamento é capacitar as mulheres da comunidade Alto Corací, oferecendo conhecimentos práticos e ferramentas para que elas possam desenvolver atividades relacionadas à meliponicultura, contribuindo assim para a sustentabilidade dos ecossistemas e à segurança alimentar local,” comentou Andrés González, Oficial de Pecuária Sustentável, Saúde Animal e Biodiversidade da FAO.

Durante o curso, as participantes aprenderão sobre a relevância das abelhas nativas para a polinização, a biologia das espécies, a interação das abelhas com as plantas da área e técnicas de manejo e criação. “Este é um curso básico, porém abrangente.

O material capacita as mulheres a iniciarem a criação de abelhas sem ferrão, combinando essa atividade com suas obrigações na agricultura e na comunidade,” diz Márcia Maués, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, instituição responsável pela capacitação.

Além das abelhas, há outros insetos que também atuam como polinizadores, como vespas, borboletas, moscas, abelhas, formigas, besouros e mariposas, assim como outras espécies como beija-flores e morcegos.

“A FAO reafirma seu compromisso com a proteção dos polinizadores, reconhecendo seu valor ecológico, ambiental e cultural, além de promover a igualdade de gênero nas comunidades rurais,” explica Andrés González.

A capacitação faz parte das iniciativas da FAO inseridas na Estratégia de Integração da Biodiversidade no setor agroalimentar e contempla o Plano de Ação 2018-2030.

Essas iniciativas estão em sintonia com a Iniciativa Internacional para Polinizadores, que é voltada para a implementação de estratégias sustentáveis e abrangentes para manter 90% das plantas silvestres e 75% das culturas alimentares que dependem de polinizadores.


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